1. Apresentação de Brasinha, morador de Cordisburgo, cidade natal de Guimarães Rosa. É um comerciante que viu na literatura um objeto prazeroso de estudo. A leitura minuciosa da obra rosiana começou quando percebeu que havia muitas pessoas e fatos da história de sua cidade nas narrativas de Guimarães Rosa e hoje é a pessoa mais capacitada para fazer esse tipo de relação, pois pode facilmente indicar a localização das referências do escritor a determinados lugares que realmente existem e que surgem no desenrolar dos contos e romances de Guimarães Rosa. Percebeu também que na obra havia uma grande preocupação com a descrição da paisagem e entendeu que poderia desenvolver um projeto que aliasse os textos ao reconhecimento do meio ambiente da região. Surgiu assim o projeto das Caminhadas Eco-Literárias organizadas para escolas e para o público em geral na Semana Roseana - evento anual de Cordisburgo. Trata-se de caminhadas em percursos descritos por Guimarães Rosa com o acompanhamento de guias que contam as estórias do escritor mineiro, como uma espécie de extensão do grupo de contadores de estórias Miguilim - crianças que contam a integra os textos rosianos.
2. As viagens feitas por Guimarães Rosa ao interior do Brasil tinham uma intenção muito clara: observação da realidade para transformação em matéria literária; recolhendo descrições e documentando em suas cadernetinhas tudo o que acreditava ser relevante para a escrita de suas narrativas, teve o apoio de seu pai que lhe enviava cartas contando causos de Cordisburgo, assim como de sertanejos das cidades para onde viajava - muitos deles descreviam Guimarães Rosa como um grande perguntador.
3. A voz de dois sertanejos chama atenção no documentário: a canção de Zito e a descrição das árvores do cerrado.